Doutor Jorge Mota Pereira na comunicação social



Jorge Mota Pereira

Médico Psiquiatra. Doutorado em Psicologia

  
  

Entrevistas JN

Prática de exercício físico ajuda a sair da depressão
Publicado em 2010-12-20
Eduarda Ferreira
Fonte: jn.pt

Fazer exercício físico parece determinante na saída de uma situação de depressão profunda. O enquadramento dessa actividade marca também a diferença nos doentes seguidos em consulta e medicados.  “Mexa-se! Pela sua depressão”, é novo conselho médico.

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Prática de exercício físico ajuda a sair da depressão
Exercício físico pode ajudar pacientes com depressão

Uma percentagem significativa (21%) de doentes com depressão grave recuperou da doença depois de ter seguido um programa diário de exercício físico, mantido a par da medicação. Outros doentes, apenas medicados, não alcançaram o mesmo resultado, de acordo com um estudo para que foram seleccionados 33 doentes da consulta externa de psiquiatria do Hospital de Magalhães de Lemos, no Porto.

Caminhadas numa passadeira rolante a cinco km/hora ou num ambiente perto de casa, durante 30 a 45 minutos, cinco vezes por semana. A proposta foi feita a 23 pessoas de entre as 33 com depressão “major” seleccionadas para o estudo coordenado por Jorge Mota Pereira, médico de psiquiatria, que contou com a colaboração da Universidade do Minho e da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.

O estudo, que mereceu o primeiro prémio entre os 206 “posters” apresentados no VI Congresso Nacional de Psiquiatria da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental,  realça nos seus resultados que a actividade física, moderada e regular, contribui  para uma percentagem significativa de curas em caso de depressão profunda.  Essa conclusão  decorre da comparação entre dois grupos de doentes. Dez de entre os 33 seleccionados não fizeram exercício regular,  sendo que todos seguiam a medicação adequada para as situações de depressão “major”.

O que os autores do estudo verificaram foi que  dos 23 que praticaram exercício físico (sendo que 91% deles fizeram mesmo o combinado com a equipa de investigação) cinco tiveram remissão total e quatro ficaram muito melhor. De acordo com Jorge Mota Pereira, os resultados foram tanto mais positivos quanto três dos doentes, que estavam de “baixa”, retomaram o trabalho. Em síntese, “houve uma taxa de remissão de 21%, o que é excelente”.

O médico de Psiquiatria destaca o facto de  ter sido evidenciado que o exercício é o factor que potencia a medicação adequada á depressão. E  sublinha que essa actividade dos doentes foi devidamente enquadrada por técnicos, com explicações, envio de SMS e ensino de truques para lembrar os exercícios.

Além disso, os doentes, todos eles foram monitorizados por um acelerómetro, que só retiravam na hora de se deitarem. O aparelho monitorizava todos os seu movimentos. “O exercício físico funciona por si, dado facilitar a produção de endorfinas e outros mediadores químicos cerebrais”, admite o autor principal do estudo.


Jornal de Notícias 13.2.2012. “Desemprego faz disparar recaídas em depressão”.

Convívio no Facebook ajuda a tratar doentes com depressão (utentes da Clínica Médico-Psiquiátrica da Ordem). Jornal de Notícias de 1.12.2012.

Entrevista Correio da Manhã

Estudo mostra que andar a pé evita depressão

Uma investigação recente, da autoria de um psiquiatra a frequentar o doutoramento na Universidade do Minho, concluiu que fazer caminhadas de forma continuada ajuda a prevenir a depressão

O autor do projecto, Jorge Mota Pereira, analisou 33 doentes com depressão no Hospital de Magalhães Lemos, no Porto. Depois de 12 semanas a frequentarem um ginásio, os pacientes apresentaram melhoras nos sintomas de depressão e mostraram-se mais aptos à interacção social. Ficaram provados os benefícios do exercício físico em doentes com esta patologia. O estudo recebeu o 1º prémio entre os 206 posters apresentados no VII Congresso Nacional de Psiquiatria, em Coimbra.

Exercício físico contribui para sair da depressão

13ª Edição, Setembro de 2012

 

O impacto de aspetos sociodemográficos na experiência cirúrgica ortognática: Uma revisão sistemática.Sónia Carvalho, Maria Raquel Barbosa e Eugénio Joaquim Martins.

Virtudes e forças humanas na reabilitação pós-AVC. Maria Estrela-Dias e José Pais-Ribeiro.

Contemplar a conjugalidade na meia-idade. Nisa Alexandre e Cidália Duarte.

Intervir na felicidade da terceira idade através da intergeracionalidade. Patrícia Lopes e Maria Emília Costa.

Análise neurodesenvolvimental do autismo. Rossana Pereira Rossis e José Pais-Ribeiro.

Uma realidade escondida: Narrativas sobre a violência conjugal entre os casais idosos. Alcina Martins e Carla Carvalho.

Measuring perceived social support in portuguese adults trying to conceive: Adaptation and psychometric evaluation of the Multidimensional Scale of Perceived Social Support. Mariana V. Martins, Brennan D. Peterson, Vasco Almeida e Maria E. Costa.

 

Revista Municipal do Porto

Revista Municipal do Porto acaba de referir o nosso estudo científico “Mexa-se! Pela sua Depressão”. Páginas 48 e 49.

HOSPITAL DE MAGALHÃES LEMOS e UNIVERSIDADE DO PORTO vencem prémio nacional na área da saúde mental e psiquiatria A actividade física regular e moderada pode ser decisiva para sair de uma depressão grave, conclui um estudo coordenado por Jorge Mota Pereira, médico de psiquiatria no Hospital de Magalhães Lemos e doutorando em Psicologia do Desporto na Universidade do Minho (UMinho). O trabalho, intitulado “Mexa‑se! Pela sua depressão”, venceu, recentemente, o primeiro prémio entre 206 estudos científicos apresentados no maior evento nacional na área da psiquiatria e saúde mental: o VI Congresso Nacional de Psiquiatria da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental. A pesquisa envolveu 33 doentes da consulta externa de psiquiatria do Hospital de Magalhães Lemos (Serviço Porto), todos sob medicação. Propôs-se a 23 deles a prática de 30 a 45 minutos de caminhadas diárias, durante três meses; constatou-se que cinco deles ficaram “curados” e outros quatro sentiram-se “muito melhor”. Os restantes sentiram-se todos melhor, mas com resultados inferiores. Aliás, três desses doentes estavam de “baixa” há mais de um ano e voltaram ao emprego. O estudo envolveu a colaboração de investigadores do Hospital de Magalhães Lemos, da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto e da Universidade do Minho.

Fonte: http://www.cm-porto.pt/users/0/58/RevistaPortoSempren28_98af9524114694f4fc8f05bc85142fcd.pdf